Ontem assisti ao filme Caça as bruxas, pensei em não escrever nada sobre o filme, (não sou critico, nem um fanático por cinema) mas andei lendo algumas críticas sobre ele e resolvi dar minha opinião. A maioria dessas críticas são relativas a imagem negativa que se tem da bruxaria, outra dessas críticas é relacionada a produção estética do filme, jogo de luz, fotografia, etc. Sinceramente não presto muito atenção em detalhes tão minuciosos como “jogos de luz”, ou coisa do tipo, então não posso opinar sobre esses assuntos. Fui ver ao filme com a intenção de ver se existia uma imagem distorcida da bruxaria, como andei lendo. Vamos aos pontos. Primeiro, o filme começa mostrando uma aldeia em 1235 d.C, entre 1227 e 1235 foi estabelecida a Inquisição papal. Nesta época a mínima suspeita já era prova suficiente para se executar o suspeito. Aliás, “os bispos foram encorajados a ampliarem suas próprias inquisições” (Russel e Alexander 2007, 76), deve ser por isso que a primeira cena do fi...
Janluis Duarte em uma dissertação sobre a formação da wicca nos anos iniciais buscou uma interpretação que levasse em conta os aspectos de invenção das tradições colocados por Hobsbawn, a primeira vista é tentador inserir a wicca nesse quadro metodológico, mas torna-se um exercício que beira o efêmero na medida em que o livro de Hobsbawn da destaque muito mais a símbolos nacionais e políticos do que a questões religiosas. Portanto entendemos que explicar a wicca somente por seus símbolos e elementos é apenas uma parte de um todo que compõe sua formação, sendo assim acreditamos que a noção de invenção das tradições cabe muito bem no estudo do paganismo moderno de viés romântico característico da Europa do século XIX onde a noção de paganismo estava muito mais ligada a valores estéticos, morais e políticos do que religioso, mas parando-se por aí. Janluis ao contrário continuou sua análise levando-se em conta a invenção das tradições na análise da formação da wicca, ou seja continuou util...
Vibra do cio subtil da luz, Meu homem e afã Vem turbulento da noite a flux De Pã! Iô Pã! Iô Pã! Iô Pã! Do mar de além Vem da Sicília e da Arcádia vem! Vem como Baco, com fauno e fera E ninfa e sátiro à tua beira, Num asno lácteo, do mar sem fim, A mim, a mim! Vem com Apolo, nupcial na brisa (Pegureira e pitonisa), Vem com Artêmis, leve e estranha, E a coxa branca, Deus lindo, banha Ao luar do bosque, em marmóreo monte, Manhã malhada da àmbrea fonte! Mergulha o roxo da prece ardente No ádito rubro, no laço quente, A alma que aterra em olhos de azul O ver errar teu capricho exul No bosque enredo, nos nás que espalma A árvore viva que é espírito e alma E corpo e mente - do mar sem fim (Iô Pã! Iô Pã!), Diabo ou deus, vem a mim, a mim! Meu homem e afã! Vem com trombeta estridente e fina Pela colina! Vem com tambor a rufar à beira Da primavera! Com frautas e avenas vem sem conto! Não estou eu pronto? Eu, que espero e me estorço e luto Com ar sem ramos onde não nutro Meu corpo, lasso do abraç...
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